O tira-teima do fator Lula

Foto: Divulgação

Desde 2002, quando elegeu-se pela primeira vez ao Planalto, em Pernambuco criou-se um mito de que Lula resolve as eleições no estado, fato que não se confirmou em 2006, 2014 e 2022, e uma meia verdade em 2010 e 2018.

Em 2006, o candidato formal de Lula era Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com 25% dos votos válidos. Em 2014, o candidato de Lula era Armando Monteiro, que ficou com 35% dos votos válidos, e em 2022, o candidato de Lula era Danilo Cabral no primeiro turno, ficou com 18% dos votos válidos, no segundo turno mesmo com a presença de Lula, Marília Arraes teve pouco mais de 40% dos votos válidos.

Nas outras duas ocasiões, 2010 e 2018, em comum o fato de Eduardo Campos e Paulo Câmara, tentando reeleição, conquistaram o segundo mandato com o apoio de Lula. Mas o sentimento comum é o de que eles venceram independente do apoio do petista.

2026 será o tira-teima. Lula apoiará João Campos, enquanto Raquel Lyra, que tem 57% de aprovação, tentará a reeleição. Se João Campos vencer, Lula dividirá o bônus da vitória com o filho de Eduardo. Caso contrário, ficará com a fama de pé frio em seu estado natal.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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