O Peso do Nosso Voto, Não Entregue a Nossa Voz a Quem Não Nos Conhece

Foto: Divulgação

Há alguns anos, li as palavras de um homem que ama esta terra e soube enxergar além das manchetes. Ele dizia que a Câmara dos Deputados não é um palco de discursos bonitos, mas o lugar onde a nossa vida real é decidida. Na época, guardei aquelas palavras. Hoje, diante do dia 4 de outubro de 2026, vejo que ele não estava apenas falando de política, estava nos avisando: não podemos entregar o nosso destino sem olhar bem nos olhos de quem vai representar-nos.

É fácil se deixar levar. Muitas vezes, olhamos só para os nomes grandes, para os sorrisos na televisão, para quem fala mais alto. E esquecemos o óbvio: a maior parte das leis, dos recursos, das decisões que mudam o nosso dia a dia nasce ali, na Câmara Federal. É de lá que sai o dinheiro para o hospital que falta leito, para a escola que precisa de livros, para a água que não chega à torneira do Sertão. É de lá que se decide se a agricultura familiar vai ter apoio ou se vai ser abandonada. Se os nossos jovens vão ter oportunidade ou se vão precisar sair da sua terra para encontrar futuro.

Mas também é lá que se esquece de nós. E é aí que precisamos ser sinceros e corajosos: nem todo quem chega até Brasília vem para nos servir.
Vimos, ao longo dos anos, gente que foi eleita com promessas doces e, ao chegar lá, calou-se. Vimos quem votou contra os nossos interesses, quem defendeu apenas os seus, quem usou o mandato como escudo e não como serviço. Vimos bancadas que esqueceram o nome do nosso interior, que não sabem o que é conviver com a seca sem política pública, que não sentem a dor da desigualdade que corta o nosso povo ao meio. Não podemos mais aceitar isso.

O voto para deputado federal não é um bilhete para alguém viajar. É uma procuração que assinamos em nome de cada mãe que espera atendimento no posto de saúde, de cada trabalhador que levanta antes do sol, de cada jovem que ainda sonha. Quando votamos sem cuidado, sem memória, sem pergunta, não estamos apenas escolhendo mal: estamos facilitando que outros decidam por nós o que é nosso.

Não é justo que poucos decidam por todos nós. Não é aceitável que quem nunca pisou no nosso chão decida o nosso futuro. Precisamos eleger quem conhece a nossa realidade não de ouvir falar, mas de viver. Quem sabe o que é falta de chuva e de política. Quem sabe que Pernambuco não é só Recife, o Sertão, o Agreste, e cada cidade pequena que luta para não ser esquecida. Quem tem coragem de dizer “não” quando o interesse de Brasília bate contra o direito do nosso povo.

Neste 4 de outubro, vote com a consciência limpa, mas também com os olhos abertos. Pergunte: onde essa pessoa esteve quando precisávamos? Quem ela defende? O que ela fez até hoje? Não vote por cor, por nome de família, por quem promete mundos e fundos na semana da eleição. Vote em quem tem rosto, história e compromisso. Vote em quem vai nos representar ,não apenas nos seus interesses.

O seu voto não é só um número. É a voz de quem não pode falar. É a força para mudar o que está errado. É a garantia de que ninguém vai falar por nós sem a nossa permissão.

O futuro não cai do céu. É construído com escolhas certas, com consciência, com coragem. Faça a sua escolha. Faça por você. Faça por Pernambuco.

Guilherme Magalhaes Amorim
Bacharel em Administrador de Empresas
Pôs Graduado em Logística Empresarial
Mestrando em Ciências de Educação
Historiador,

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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