
Com uma das chapas mais robustas da disputa proporcional em Pernambuco, o MDB entra na corrida eleitoral de 2026 com perspectivas concretas de eleger entre três e quatro deputados estaduais. O partido chega fortalecido pela presença em dezenas de municípios, pelo comando da Assembleia Legislativa de Pernambuco e por um grupo de pré-candidatos que reúne experiência política, renovação e densidade eleitoral.
Na dianteira aparece o presidente da Alepe, Álvaro Porto, nome que caminha para uma reeleição considerada praticamente certa nos bastidores da política estadual. Com forte atuação parlamentar e ampla capilaridade no interior, Porto segue como uma das principais lideranças do MDB.
Logo atrás, um nome chama cada vez mais atenção dentro da legenda: Flávio Gadelha Filho. Filho do prefeito de Abreu e Lima, Flávio Gadelha, que mantém elevados índices de aprovação no município, o jovem pré-candidato vem construindo uma candidatura consistente e ampliando suas bases políticas em diversas regiões do estado.
Caso seja eleito, Flávio Filho poderá entrar para a história como o primeiro deputado estadual natural da nova geração política de Abreu e Lima a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa representando diretamente o município. A expectativa em torno de sua candidatura cresce à medida que novas lideranças passam a integrar seu projeto político.
Além da força política do pai, que tem trabalhado intensamente na construção de apoios para o filho, Flávio Filho vem colecionando alianças estratégicas importantes. Entre elas estão o vereador do Recife Tadeu Calheiros, o ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro, a liderança política Priscilla Ferraz e, mais recentemente, Antônio Luiz Neto, ex-vereador do Recife por sete mandatos e uma das figuras mais respeitadas da política da capital pernambucana.
Outro fator que tem chamado a atenção é a evolução da comunicação do pré-candidato. Nos últimos meses, Flávio Filho promoveu uma mudança significativa na sua presença digital e na forma de dialogar com o eleitorado.
Com uma base sólida em Abreu e Lima, município administrado por seu pai, Flávio Filho deve largar com uma votação expressiva em seu principal reduto eleitoral, fator considerado decisivo para suas pretensões de chegar à Alepe.
Mas a força do MDB não se resume a um único nome. O partido também conta com a experiência do ex-prefeito de Caruaru Zé Queiroz, uma das maiores referências políticas do Agreste pernambucano. Com uma trajetória marcada por diversos mandatos parlamentares e quatro passagens pela Prefeitura de Caruaru, Queiroz continua sendo uma liderança de peso e deve contribuir significativamente para o desempenho eleitoral da legenda.
A chapa ainda reúne nomes competitivos como a delegada Natasha Dolci, Emerson Freitas, Moacir Bezerra, Dr. Anderson Aquino e Leno Cabrobó, ex-prefeito de Orocó e ex-deputado estadual. Cada um possui bases regionais consolidadas e potencial para ampliar a votação global do partido.
Nos cálculos feitos por observadores da cena política, a soma dos principais candidatos do MDB pode ultrapassar a marca dos 300 mil votos, número suficiente para colocar a legenda entre as mais competitivas da eleição proporcional. Naturalmente, a política sempre reserva surpresas, mas poucos partidos chegam ao processo eleitoral com um grupo tão equilibrado entre experiência, renovação e presença territorial.
Outro movimento considerado acertado pela direção estadual foi a estratégia adotada para o guia eleitoral. Sob a liderança de Raul Henry, o MDB optou por contemplar todos os seus pré-candidatos a deputado estadual e federal nas inserções partidárias. A decisão foi interpretada como um gesto de unidade interna, fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os postulantes e consolidando uma estratégia que busca apresentar ao eleitorado uma legenda coesa e preparada para ampliar sua representação em Pernambuco.


