Lula sinaliza que só vai ao próximo debate se Flávio autorizar quebra de sigilo

Foto: Ricardo Stuckert

Em visita a Pernambuco na tarde desta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou sua presença no próximo debate presidencial à decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) em abrir os sigilos telefônico e bancário.

“Se ele apresentar um documento autorizando a quebra do sigilo, vai ter debate. Porque senão ele não pode ir no debate porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, disse Lula.

O ato em Petrolina foi o último de Lula em Pernambuco nesta campanha. O presidente saiu de Juazeiro, na Bahia, cidade vizinha do outro lado do Rio São Francisco, e encerrou a agenda em solo pernambucano. Pela manhã, ele havia estado em São Luís, no Maranhão.

No último debate entre os presidenciáveis, realizado no domingo pela TV Band, Lula desafiou o adversário a abrir os sigilos telefônico e bancário. Nesta terça, o petista enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, e também dos familiares, desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.

O próximo confronto entre os candidatos está marcado para a sexta-feira (23), na TV Globo e é um dos mais aguardados.

Ao agradecer a pernambucanos e baianos, Lula fez uma promessa e uma advertência aos adversários: “Enquanto eu tiver perna para andar, enquanto eu tiver braço para trabalhar, enquanto eu tiver cabeça para pensar e boca para falar, um ladrão não vai governar o Brasil.” E acrescentou que esta é a última eleição que disputa. “Eu vou fazer o melhor governo que esse país já teve”, disse.

Diante da militância, Lula definiu a eleição como uma escolha entre dois projetos de país. “O que está em jogo é a gente definir que tipo de Brasil que a gente quer. Se a gente quer um Brasil que vai beijar a bandeira brasileira ou que é um Brasil que vai ficar ‘de quatro’ para a bandeira americana”, afirmou.

Em tom de convocação, pediu que seus apoiadores visitem as casas de quem não pretende votar e continuem convencendo a população.

Lula também afirmou que o resultado depende do Nordeste. “Vocês sabem o que aconteceu no Nordeste quando nós começamos a governar esse país. E vocês sabem quando entrou o Temer e o Bolsonaro o que aconteceu com o Nordeste”, declarou.

O ato reuniu lideranças pernambucanas, entre elas os senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT) e a recém-eleita Marília Arraes (PDT). O presidente nacional do PSB, João Campos, também participou da atividade, assim como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

 

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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