
O secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury (PT), explicou os critérios utilizados pela Prefeitura para selecionar as famílias que serão contempladas com unidades habitacionais na capital pernambucana.
As entregas são realizadas em parceria com o Governo Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o secretário, o município adotou um modelo diferenciado para definir os beneficiários.
“Pela primeira vez aqui na cidade do Recife, a gente também implantou um modelo diferenciado para fazer a seleção das famílias”, afirmou.
O processo começa com a formação de uma comissão de acompanhamento das obras, responsável pelo cadastramento das famílias que vivem na área onde o empreendimento será construído. O grupo acompanha as etapas até a entrega do habitacional e também participa da gestão sociocondominial dos conjuntos.
Pontuação considera tempo de moradia e condições dos moradores
Entre os critérios utilizados na seleção estão o tempo de residência no local e as condições dos integrantes da família cadastrada.
De acordo com Felipe Cury, quem mora na área há cinco a dez anos recebe um ponto. Para aqueles que residem no local há mais de dez anos, são atribuídos dois pontos. Pessoas com deficiência e idosos garantem quatro pontos cada.
A pontuação é calculada considerando os familiares incluídos no cadastro, sem contabilizar a pessoa indicada como responsável pelo registro.
Como exemplo, o secretário citou Dona Maria de Fátima Xavier, que obteve a maior pontuação entre os cadastrados. Ela tinha quatro integrantes na família, cadastro realizado desde 2013, um idoso, uma pessoa com deficiência e duas crianças, além de morar no local há mais de dez anos. “Então, ela teve 20 pontos”, explicou Felipe Cury.



