
A candidata do PDT ao Senado Federal reforçou o seu compromisso com a governabilidade do presidente Lula, destacou projetos para a saúde pública e enfatizou a representação feminina em Pernambuco durante sabatina.
Em entrevista concedida hoje ao Jornal Maranata, apresentado por Lícia Costa e Ibineias jr, transmitido ao vivo pelo canal oficial no YouTube, a advogada e ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) detalhou os rumos de sua campanha na corrida para o Senado Federal representando Pernambuco.
Líder nas pesquisas recentes de intenção de voto no estado, a candidata aproveitou o espaço na bancada para debater propostas estruturais de saúde e reforçou que sua atuação em Brasília será um pilar estratégico de sustentação ao governo federal.
Alinhamento com Lula e governabilidade
Questionado sobre ter dito que uma vitória de Flávio Bolsonaro seria uma tragédia para o Brasil, a candidata voltou a tratar a relação de Flávio com os Estados Unidos.
“quando a gente vota, a gente não vota simplesmente numa pessoa; a gente vota num projeto, projeto de país. E a gente viu o que aconteceu no governo passado, que é o mesmo projeto representado hoje por Flávio Bolsonaro. Gente numa fila para pegar osso para poder comer, para fazer uma sopa, para poder dar alimento para os seus filhos. A gente viu muita coisa acontecer.
Então, quando você vê uma subserviência aos Estados Unidos, que aqui em Pernambuco foi muito penalizado com a Tarifa Trump, que tentou interferir na política nacional para poder interferir no que estava sendo feito em relação a Bolsonaro, em relação aos interesses daquele grupo político que sempre foi subserviente em diversas matérias aos Estados Unidos.
Durante a sabatina conduzida pelos jornalistas Lícia Costa e Ibineias Júnior da rádio Maranata, Marília Arraes pontuou que o Senado Federal terá papel decisivo a partir de 2027 para a retomada econômica e garantia de direitos sociais no país.
“Nossa postulação ao Senado tem o firme propósito de garantir governabilidade ao presidente Lula. O povo pernambucano quer uma representação que vote a favor dos projetos que combatem a fome e geram empregos, e não o retrocesso”, declarou a candidata.
Quebra de patentes e saúde pública no SUS
Um dos momentos de maior destaque da entrevista foi quando a postulante defendeu a interiorização de serviços médicos e abordou uma de suas principais bandeiras de campanha para a área da saúde: o combate à obesidade.
Marília defendeu enfaticamente que o Senado atue de forma firme para permitir o acesso democratizado a novos medicamentos de ponta através do Sistema Único de Saúde (SUS)
Quebra de Patentes: A pedetista reiterou o plano de propor no Congresso a quebra de patentes de medicamentos modernos voltados ao controle da obesidade e riscos cardiovasculares (como o Mounjaro).
Tecnologia Nacional: O objetivo principal, segundo a candidata, é transferir essa tecnologia de produção para laboratórios instalados no Brasil, reduzindo custos e gerando novos empregos na indústria farmacêutica nacional.
Distribuição pela Farmácia Popular: Com a fabricação própria, o plano prevê o financiamento público para que os tratamentos cheguem gratuitamente à população de baixa renda.
O espaço da mulher e a representatividade local
Apontando o cenário atual das eleições no estado, Marília voltou a lembrar que se consolidou como uma das raras opções competitivas do campo progressista feminino na disputa pelas duas vagas abertas ao Senado por Pernambuco.
A candidata prometeu ainda condições melhores de parto e cuidados pra mãe pernambucana:
“Isso é uma prioridade da gente. Eu, quando for senadora, eu garanto que vou enviar recurso para essas maternidades do jeito que enviava quando deputada, enviava para a saúde, para a saúde básica, para que as mulheres tivessem acesso ao pré-natal
Por último a candidata destacou a importância da mulher no Senado.
”Ocupar esse espaço não é apenas uma questão partidária, é sobre representação real. As mulheres precisam e vão estar na mesa onde as grandes decisões estruturais do Brasil são tomadas”, cravou a candidata.
Ela encerrou sua participação prometendo manter as portas de seu gabinete abertas para dialogar com todos os prefeitos pernambucanos, independentemente de suas matrizes ideológicas.



