
Estamos observando que a comparação entre ações administrativas estará no centro do debate. No tocante à tática, o caminho tende a ser a apresentação das entregas, é isso que interessa ao povo.
Na região Nordeste, o estado da Bahia oferece um bom exemplo de um debate com essas características. Lá, boa parte do eleitorado vota no PT e reconhece as entregas ao longo de vinte anos de gestão. Por outro lado, o soteropolitano, em muitos casos, vota no campo conservador por reconhecer as entregas na capital. O povo não é “besta”: vota, em grande medida, de acordo com aquilo que percebe nas gestões. Fato.
Em Pernambuco, as eleições se aproximam em um cenário polarizado. A diferença é que temos duas lideranças oriundas e talhadas no campo democrático. Ainda assim, o eixo do confronto deverá refletir o tamanho das entregas nos territórios, o olhar para o desempenho no conjunto do estado e na capital.
No movimento político e nos números dos trackings, cada qual seguirá sua tática. Mas quem é da política sabe qual polo vem acusando os golpes e, consequentemente, “passando recibo”.
Tudo indica que as entregas nos territórios seguem sendo o que mais interessa ao povo, seja ao som do axé ou no balanço do frevo.
Aluizio Camilo
Dirigente político, ex vereador do PT na cidade do Paulista-PE.



