Coluna desta sexta-feira

Foto: Reprodução

Bolsonarismo segue vivo 

Eleito em 2018 na condição de fenômeno eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro por muito pouco não foi reeleito em 2022, mesmo diante de um desgaste significativo pelas consequências da pandemia e de suas atitudes no cargo. Apesar de derrotado por Lula e ter se tornado inelegível pelo TSE, Bolsonaro segue numa condição de significativa força eleitoral.

Um levantamento da Paraná Pesquisas apontou Bolsonaro com 37,1% das intenções de voto contra 35,3% de Lula, numa condição de empate técnico tendo o ex-presidente numericamente à frente. Mas este não é o único cenário que aponta a força do bolsonarismo. Prováveis herdeiros do poderio eleitoral do ex-presidente, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro teria 43,4% contra 44,5% de Lula numa simulação de segundo turno, enquanto Tarcísio Gomes de Freitas teria 40,8% contra 43,5% de Lula. Nomes como Ratinho Júnior, Romeu Zema, Tereza Cristina e Ciro Nogueira foram sondados pelo levantamento contratado pelo PP, mas todos ficam bem atrás de Tarcísio e Michelle.

Há um risco de prisão de Bolsonaro, cujo acontecimento poderá acirrar ainda mais os ânimos políticos no país. Mas os números denotam a força do bolsonarismo, e apontam para o Palácio do Planalto uma necessidade de mudar a rota do governo, que diferentemente das duas ocasiões em que Lula foi presidente, enfrenta um ambiente mais adverso e dividido, com qualquer percalço sendo determinante para alavancar os adversários que representarem o bolsonarismo. Tarcísio e Michelle não só atraem parte significativa do eleitorado do ex-presidente como não possuem a rejeição que ele tinha junto ao eleitorado mais ao centro, que foi determinante para eleger Lula em 2022.

Internet – Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral, a propaganda eleitoral em 2024 na Internet será permitida a partir de 16 de agosto, sendo livre a manifestação de pensamento por meio da web. Contudo, poderá ser objeto de limitação se ofender a honra ou a imagem de candidatos, partidos, coligações ou federações, ou ainda se ou divulgar fatos sabidamente inverídicos (fake news).

Impulsionamento – Segundo a resolução, a norma ainda estabelece que é proibido veicular qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na Internet. A exceção fica por conta do impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma clara e que tenha sido contratado, exclusivamente, por candidatos, partidos, coligações e federações. Além disso, a resolução proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas que façam publicações de cunho político-eleitoral em suas páginas na Internet ou redes sociais.

Fortalecido – Além da boa avaliação e elevada intenção de votos, João Campos teve um significativo ganho esta semana com a permanência do MDB em sua coligação. Ele contará com o PSB, o MDB, o Republicanos e a federação composta por PT, PCdoB e PV, se garantir o União Brasil, ficará com o maior guia eleitoral dentre os postulantes à PCR.

Inocente quer saber – Depois de perder o MDB, qual será o destino partidário de Daniel Coelho?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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