Coluna desta segunda-feira

Foto: Divulgação

União Progressista se consolida como peça-chave no quadro eleitoral de Pernambuco

Com o encerramento da janela partidária e do prazo de filiação, o tabuleiro político de Pernambuco ganha contornos mais definidos rumo às próximas eleições. Nesse cenário, a federação União Progressista, liderada pelo deputado federal Eduardo da Fonte, emerge como uma das estruturas mais organizadas e competitivas do estado. Ao consolidar uma bancada com quatro deputados federais e onze estaduais, o grupo não apenas demonstra capilaridade política, como também sinaliza força eleitoral consistente para a disputa que se avizinha.

A robustez da federação não se limita aos números. A chegada de nomes de forte densidade eleitoral, como Gleide Ângelo e France Hacker, reforça a estratégia de ampliar a presença em diferentes regiões e segmentos do eleitorado. Ao mesmo tempo, parlamentares como Joel da Harpa e Dannilo Godoy chegam ao novo ciclo com perspectivas reais de renovação de seus mandatos, sustentados por bases eleitorais consolidadas e atuação reconhecida.

Outro ponto que chama atenção é a formação de um grupo com potencial significativo de “puxadores de voto”. Nomes como Kaio Maniçoba, Antonio Coelho e Júnior Tércio ampliam as chances da federação não apenas de preservar suas cadeiras, mas também de crescer em número de representantes. Em um sistema proporcional, onde a soma dos votos é determinante, essa combinação entre densidade eleitoral e estratégia coletiva pode ser decisiva para garantir desempenho acima da média.

Aliada da governadora Raquel Lyra, a União Progressista tende a desempenhar papel central no projeto de reeleição da atual chefe do Executivo estadual. Mais do que uma base de sustentação, a federação se posiciona como um dos pilares políticos da continuidade administrativa, oferecendo musculatura eleitoral e articulação regional. Em um ambiente político cada vez mais competitivo, a capacidade de formar alianças sólidas e estruturar chapas competitivas pode ser o diferencial — e, nesse aspecto, a União Progressista larga na frente.

Bancadas – Além da União Progressista, composta por PP e União Brasil, que ficou com 11 deputados estaduais, o PSD ficou com a segunda maior bancada com 9 parlamentares, seguidos de PSB com 8, federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB com 8, Podemos com 7, PL ficou com 3, e Novo, Republicanos e MDB com um cada.

Federal – Já a bancada federal ficou com 5 no PSB, 4 na União Progressista, 3 no PSD, 3 no PL, 3 na federação Brasil da Esperança, Republicanos com 2, MDB com 2, PSDB, PRD e Avante com 1 cada.

No PSD – O senador Fernando Dueire e o deputado estadual Jarbas Filho decidiram migrar para o PSD da governadora Raquel Lyra. Coincidentemente, na disputa pelo comando do MDB com Fernando Bezerra Coelho, Jarbas Vasconcelos recebeu o convite de André de Paula, então presidente do partido, para se filiar ao PSD. Seus herdeiros políticos terminaram indo para a legenda alguns anos depois.

Risco – Os deputados federais Pastor Eurico (PSDB) e Fernando Rodolfo (PRD), decidiram ir para um risco significativo, pois não montaram chapas competitivas. O único deputado solo que poderá se reeleger é Waldemar Oliveira (Avante). Além dele, nomes como Maurício Rands e Odacy Amorim tentarão cadeira na Câmara Federal, o que ajuda a consolidar uma vaga, uma vez que Waldemar teve 140 mil votos em 2022.

Inocente quer saber – Quais partidos não conseguirão eleger bancadas em outubro?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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