Coluna desta quarta-feira

DataTrends dá salto nacional e entra de vez no radar da eleição presidencial

Do Nordeste para o Brasil. Em pouco tempo, o DataTrends percorreu um caminho que muitos institutos levam anos para construir. Depois de ampliar sua presença pelos nove estados nordestinos, o instituto dá agora seu passo mais ousado: entra definitivamente no acompanhamento nacional da eleição presidencial de 2026. Nesta quarta-feira, será divulgado o primeiro levantamento nacional do DataTrends neste ano para presidente da República, inaugurando uma sequência que deverá chegar até os últimos momentos da disputa. Mais do que os percentuais que serão conhecidos, a pesquisa simboliza a ampliação de uma marca que deixou de atuar prioritariamente em Pernambuco para conquistar espaço em diferentes estados e, agora, medir o humor do eleitorado brasileiro.

A trajetória construída no Nordeste oferece uma dimensão desse crescimento. O DataTrends já realizou pesquisas em Alagoas, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Ceará e Piauí, completando presença nos nove estados da região. Em diferentes momentos do calendário eleitoral, mediu cenários para governador, Senado e Presidência, além da experiência acumulada anteriormente em eleições municipais. É uma capilaridade importante para um instituto relativamente novo diante de concorrentes que carregam décadas de atuação. O Nordeste funcionou como uma espécie de grande laboratório para a expansão do DataTrends. Agora vem uma etapa mais exigente: transformar o reconhecimento conquistado regionalmente em presença nacional.

E o DataTrends não pretende fazer apenas uma fotografia isolada da eleição presidencial. Depois desta primeira rodada, o planejamento prevê mais um levantamento nacional antes da eleição, justamente no momento em que o eleitorado estará mais próximo de sua decisão definitiva. Caso a disputa seja levada ao segundo turno, o instituto também pretende acompanhar de perto o confronto final. Essa sequência permitirá algo fundamental para qualquer análise eleitoral: observar tendências. Uma pesquisa mostra o cenário daquele momento; pesquisas sucessivas permitem identificar movimentos, consolidações e mudanças de comportamento. Será possível saber não apenas onde cada candidato está, mas em que direção cada candidatura estará caminhando.

Há, naturalmente, um desafio proporcional ao tamanho dessa expansão. Pesquisa nacional significa exposição nacional. Cada resultado será comparado aos números de outros institutos e, posteriormente, ao resultado efetivamente depositado nas urnas. É aí que se constrói reputação neste mercado. Não existe atalho. Credibilidade depende da metodologia, da transparência e, sobretudo, da consistência apresentada ao longo de diferentes eleições. O DataTrends chega a esse novo estágio depois de ampliar significativamente sua presença no Nordeste e se consolidar como um dos institutos de pesquisa em ascensão na região. O passo seguinte será mostrar que essa experiência pode ser reproduzida numa eleição de dimensão continental.

A pesquisa desta quarta-feira, portanto, vale por duas leituras. A primeira, naturalmente, estará nos números da corrida presidencial e no retrato apresentado sobre o comportamento atual do eleitor brasileiro. A segunda estará no próprio movimento do instituto. Depois de Pernambuco, depois do Nordeste, chegou a vez do Brasil. O DataTrends entra no radar nacional sabendo que, quanto maior a vitrine, maior será a cobrança. Terá uma segunda rodada antes da eleição e, se houver segundo turno, continuará acompanhando a disputa. Em 2026, enquanto mede o tamanho dos candidatos à Presidência, o DataTrends também começa a medir o tamanho que poderá alcançar no mercado brasileiro de pesquisas.

11 horas – O DataTrends divulga nesta quarta-feira (16), às 11 horas, sua primeira pesquisa nacional de 2026 para presidente da República. O levantamento abre a série de pesquisas do instituto sobre a disputa pelo Palácio do Planalto neste ano eleitoral e apresentará o atual cenário da corrida presidencial em todo o país.

Vista – O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu nesta terça-feira (15) o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute os procedimentos relacionados à possível investigação de Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes da suspensão, o plenário registrava placar provisório de 4 a 3 pela manutenção separada das análises envolvendo Moraes e André Mendonça. Com o pedido de vista, a definição poderá ficar suspensa por até 90 dias.

Divergência – A sessão extraordinária do STF desta terça-feira (15) foi marcada por fortes divergências entre os ministros durante a discussão sobre o caso Alexandre de Moraes. Moraes e André Mendonça trocaram acusações, enquanto Gilmar Mendes questionou a condução do caso e defendeu a análise conjunta dos processos. O presidente Edson Fachin pediu serenidade aos integrantes da Corte e afirmou que divergências jurídicas são legítimas, mas que o confronto pessoal não deve orientar o julgamento.

Inocente quer saber – Como virão os números da pesquisa nacional do DataTrends?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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