Coluna da Folha desta terça-feira

Foto: Ricardo Stuckert

Lula precisará caminhar para o centro para consolidar favoritismo 

Cinco vezes candidato a presidente da República, Lula obteve duas vitórias para o Palácio do Planalto em 2002 e 2006, e tornou-se  um dos principais nomes da política brasileira. Em 1989, 1994 e 1998, Lula foi derrotado porque passava uma imagem extremamente radical para o eleitor, que as vezes tinha medo de uma eventual vitória sua por conta das teses e dos discursos proferidos por ele e pelo PT.

Para chegar a sua primeira vitória em 2002, Lula contou com uma repaginada em seu visual, adotou uma postura mais comedida e consolidou sua mudança de postura ao apresentar a Carta aos Brasileiros comprometendo-se a manter o tripé macroeconômico do câmbio flutuante, das metas de inflação e da responsabilidade fiscal, o que foi um aceno extraordinário para o mercado financeiro. Um dos principais responsáveis pela mudança de postura foi o seu marqueteiro Duda Mendonça que transformou Lula num candidato mais palatável a setores da sociedade que acabou culminando na sua vitória há vinte anos.

Líder absoluto nas pesquisas de 2022, Lula precisará fazer movimento semelhante para consolidar sua vitória contra o presidente Jair Bolsonaro, sobretudo se precisar ir ao segundo turno contra o seu principal adversário. Mas o grande calo de Lula não é necessariamente as questões macroeconômicas e o medo de um governo seu como em 2022, e sim o desgaste do PT perante parte significativa da sociedade. A eleição de Lula passa, sobretudo, por diminuir o protagonismo do Partido dos Trabalhadores na sua campanha. Apesar de as histórias de Lula e do PT se confundirem, é indiscutível que Lula conseguiu suplantar o tamanho da sua criação, e o lulismo é muito mais representativo que o petismo.

Caminhar para o centro e evitar um discurso sectário do PT e de setores da esquerda será uma medida extremamente interessante no sentido de conquistar partidos e eleitores mais inclinados ao centro, e a partir de então consolidar sua vitória num provável segundo turno contra Jair Bolsonaro nas eleições de outubro deste ano.

Dissidência – O presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, afirmou que abrirá dissidência em Pernambuco para apoiar a candidatura de Lula a presidente. O PP é um dos principais partidos da Frente Popular, estando aliado ao PSB desde 2006 e Eduardo possui uma relação muito boa com Lula e o PT.

Obras – O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) comemorou a notícia de que as obras de revitalização do Parque das Esculturas foram iniciadas na última semana. O projeto da Prefeitura do Recife contou com uma emenda de R$ 3 milhões enviada pelo parlamentar.

OAB-PE  – O presidente da OAB Pernambuco, Fernando Ribeiro Lins, já começou sua gestão cumprindo uma promessa de campanha reduzindo a anuidade dos advogados pernambucanos. Fernando Ribeiro Lins e os demais integrantes da diretoria da OAB Pernambuco tomarão posse no dia 8 de fevereiro no Teatro Beberibe do Centro de Convenções.

Inocente quer saber – As críticas de Ciro Gomes a Lula ganharão alguma ressonância na sociedade?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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