
O médico psiquiatra Augusto Cury (Avante) declarou, na quinta-feira (8), apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais contra o presidente Lula (PT). Ele é o terceiro dos seis candidatos mais bem posicionados no primeiro turno a apoiar o senador carioca.
Antes de Cury, Ronaldo Caiado (PSD), terceiro presidenciável mais votado na primeira rodada das eleições, com 3.448.569 votos, e Romeu Zema (Novo) também declararam apoio ao candidato do PL. Renan Santos (Missão), quarto mais votado, com 2.675.887 votos, mantém posicionamento neutro sobre a disputa entre o candidato do PL e o PT.
O apoio de Cury foi firmado após uma chamada virtual com Flávio Bolsonaro, na qual os políticos destacaram pontos em comum e estabeleceram compromissos.
“Não é pessoal, é projeto. Não pedi cargos nem influência […] Flávio aceitou minhas propostas e assinou um compromisso público comigo e com o Brasil, que foi enviado à imprensa”, justificou Cury.
O documento assinado entre Flávio e Cury trata de oito pontos principais, que o senador se comprometeu a executar:
Fim da reeleição presidencial;
Revolução da educação e valorização dos professores;
Revolução da saúde e da telemedicina;
Proteção integral às mulheres;
Cooperativismo;
Financiamento de milhões de microempresas;
Revolução da agricultura e da produção de alimentos;
Pacificação nacional: governar para todos os brasileiros.
“Ao assinar o presente termo, declaro minha concordância com os oito compromissos apresentados e assumo publicamente a responsabilidade de empenhar meus esforços políticos e institucionais para sua concretização, observadas as atribuições constitucionais da Presidência da República, a responsabilidade fiscal e a necessária participação do Congresso Nacional nas reformas legislativas e constitucionais”, assinou Flávio Bolsonaro.
Segundo turno na disputa presidencial
Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro serão reavaliados pelos eleitores brasileiros no dia 25 de outubro de 2026. No primeiro turno, o senador obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.



