
A eleição de 2026 para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi marcada por um elevado índice de continuidade parlamentar. Dos 49 deputados estaduais eleitos, 31 conquistaram a reeleição, representando 63,3% da composição da Casa. Outros três parlamentares retornarão à Assembleia após passagens anteriores, enquanto 15 ocuparão uma cadeira no Legislativo estadual pela primeira vez.
O resultado representa a maior taxa de reeleição registrada na Alepe desde pelo menos 1998, considerando a série histórica examinada. O índice supera o desempenho de 2006, quando 29 deputados conseguiram renovar seus mandatos, o equivalente a 59,2% das cadeiras.
Em 2014, foram 28 reeleitos, correspondentes a 57,1% da Assembleia. Já em 2018 e 2022, o número foi de 24 parlamentares, representando 49% da composição em cada eleição. Em 1998, 25 deputados conquistaram a reeleição, enquanto em 2002 e 2010 foram 22.
A comparação com 2022 revela uma mudança expressiva. Naquele pleito, 24 deputados conquistaram novos mandatos. Quatro anos depois, o número subiu para 31, um crescimento de sete cadeiras e de 14,3 pontos percentuais na taxa de reeleição.
Quando considerados também os três parlamentares que já exerceram mandato na Assembleia e agora retornam, a próxima legislatura terá 34 deputados com experiência anterior na Casa, equivalentes a 69,4% do total. Os estreantes representarão 30,6% da composição.
Os números demonstram que a eleição de 2026 produziu uma renovação parlamentar menor do que a observada nos pleitos recentes. A permanência de deputados em exercício e o retorno de antigos integrantes da Assembleia contribuirão para uma legislatura formada majoritariamente por políticos que já conhecem o funcionamento do Parlamento estadual.
O levantamento também evidencia uma diferença entre renovação de mandatos e renovação de nomes. Embora 18 dos 49 eleitos não estejam atualmente exercendo mandato na Alepe, três deles já ocuparam cadeiras na instituição, reduzindo para 15 o número efetivo de estreantes.
Com 31 reeleitos, Pernambuco estabelece, portanto, o maior índice de continuidade parlamentar da série analisada, que compreende as eleições de 1998 a 2026. A confirmação de um recorde absoluto dependeria da verificação dos resultados de legislaturas anteriores a esse período.



