
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra Raquel Lyra com 41% das intenções de voto e o ex-prefeito do Recife João Campos com 39%, mas outros indicadores do levantamento ajudam a ampliar a leitura sobre o cenário eleitoral em Pernambuco.
Na pergunta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Raquel registra 32% contra 25% de João, uma diferença de sete pontos. Já na estimulada, a distância é de apenas dois pontos, com 41% a 39%. Raquel acrescenta nove pontos quando os nomes são apresentados, enquanto João acrescenta 14.
Outro dado observado pela Quaest é o potencial de voto. 60% dos entrevistados afirmam conhecer Raquel e que votariam nela, enquanto 34% dizem conhecê-la e não votariam nela. Os dois percentuais ficaram exatamente inalterados em relação ao levantamento anterior: eram 60% e 34%, respectivamente.
A estabilidade desses indicadores ocorre mesmo após a repercussão da declaração da governadora sobre laqueadura. A coleta da nova rodada alcançou o período de repercussão do episódio, embora parte das entrevistas tenha ocorrido antes do pedido público de desculpas feito por Raquel. Nos indicadores de potencial de voto e rejeição, portanto, o ponteiro não se mexeu entre as duas pesquisas. O levantamento, isoladamente, não permite atribuir eventuais oscilações em outros indicadores ao episódio.
João, por sua vez, aparece com 54% no indicador “conhece e votaria”, ante 55% anteriormente. No “conhece e não votaria”, permanece com 38%. Assim, nesse indicador específico, João apresenta quatro pontos a mais de rejeição: 38% contra 34%.
Os números contrastam com o movimento registrado na intenção estimulada. Raquel passou de 43% para 41%, enquanto João avançou de 37% para 39%, reduzindo a distância nominal de seis para dois pontos. No segundo turno ocorreu movimento semelhante: Raquel passou de 45% para 43% e João, de 39% para 41%.
A Quaest apresenta, portanto, indicadores com movimentos distintos nesta reta final: a intenção estimulada ficou mais próxima, enquanto o potencial de voto e a rejeição de Raquel permaneceram inalterados. A espontânea, por sua vez, apresenta uma diferença maior entre as duas principais candidaturas, de 32% a 25%.
A pesquisa ouviu 1.302 eleitores entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.



