Coluna da Folha desta sexta-feira

Eleições na Câmara e no Senado expõem racha no DEM 

A disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deixaram sequelas na relação entre o agora ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia e o presidente do partido ACM Neto. Maia teria sido incentivado pelo comando nacional do partido a apoiar a candidatura de Baleia Rossi com o objetivo de encontrar um entendimento entre MDB e DEM no Senado em torno da candidatura do senador Rodrigo Pacheco. Ocorre que este movimento não se concretizou, Pacheco bateu chapa com Simone Tebet e culminou na derrota do grupo de Maia na Câmara dos Deputados, sobretudo quando o Democratas retirou o apoio a Baleia na reta final, deixando Rodrigo pendurado no pincel.

O clima entre Maia e ACM Neto se agravou com as declarações do ex-prefeito de Salvador considerando a hipótese de apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro, implodindo a tese do deputado fluminense de busca uma frente de centro para enfrentar o atual presidente. Interlocutores de Maia dizem que ele está muito chateado com o presidente do seu partido e por isso cogita sair da sigla em breve.

Como Maia não tem pretensão de ser mais candidato a deputado federal em 2022, uma eventual saída, ainda que enseje numa infidelidade partidária e até mesmo numa tentativa de perda de mandato, ele estaria disposto a correr o risco, pois entende que poderá ser um importante pilar de sustentação na construção de uma frente contra Bolsonaro em 2022, e um dos possíveis destinos de Maia seria o PSL com a condição de trabalhar na estruturação do partido sob a ótica de eleger ao menos trinta deputados.

O fato é que Rodrigo Maia ainda está ruminando os últimos acontecimentos em Brasília, mas a sua insatisfação é muito grande com os integrantes do comando do seu partido, e buscar outra sigla poderá ser a única solução para manter sua presença na política nacional ora como dirigente partidário da sua nova sigla, ora como ministeriável de um eventual governo que viesse a derrotar Jair Bolsonaro em 2022.

Representatividade – Presidindo ontem a reunião plenária virtual da Alepe, o deputado estadual Manoel Ferreira (PSC) fez questão de destacar e parabenizar os três pernambucanos que foram eleitos para a Mesa Diretora da Câmara Federal. “Consolida a força e representatividade do nosso Estado na esfera federal”, afirmou.

Elegível – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quinta (4), três recursos que contestavam a eleição do senador Davi Alcolumbre (DEM) pelo Amapá em 2014. O MDB e o ex-senador Gilvam Borges (MDB) alegaram supostos “gastos ilícitos e abuso do poder econômico durante a campanha”. Após deixar a presidência do Congresso Nacional, Alcolumbre quer ser ministro de Bolsonaro.

Senado – O perfil do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tem sido bastante elogiado pelo mundo político de Brasília. Deputados e senadores avaliam que ele tem todas as credenciais para fazer um excelente trabalho no comando do Senado Federal e do Congresso Nacional.

Inocente quer saber – Como a justiça se comportaria em caso de disputa entre Dr. Valdi e Beto Acioly pela suplência do PP?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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