
Depois de passar uma semana afastado das agendas públicas e da campanha de segundo turno em Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) reapareceu no último domingo (12), no interior de São Paulo.
Ao lado da esposa, a deputada federal reeleita Tabata Amaral (PSB-SP), e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o socialista participou das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional de Aparecida. Nas redes sociais, Tabata publicou que estava pedindo orações por sua mãe, enquanto João Campos divulgou apenas uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
O afastamento de João Campos do cenário político começou logo após a reunião convocada pelo presidente Lula (PT), na segunda-feira (5), em Brasília, para traçar a estratégia eleitoral do segundo turno nacional contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após perder a eleição, João prometeu entrar na campanha do presidente.
Naquele encontro, que reuniu os senadores eleitos Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), além da senadora Teresa Leitão (PT), Campos reafirmou que a reeleição de Lula era prioridade absoluta.
Após o compromisso na capital federal, o ex-prefeito viajou às pressas para São Paulo para acompanhar a recuperação da mãe de Tabata Amaral. Ela sofreu um acidente doméstico com traumatismo craniano no dia da votação do primeiro turno, passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ao longo da semana.
O quadro de saúde também motivou explicações públicas de Tabata nas redes sociais diante das cobranças de militantes por atos de rua em Pernambuco.
Por conta da presença em São Paulo, o ex-prefeito não compareceu ao encontro que reuniu os partidos da coligação no estado para organizar a campanha de rua de Lula. Ele foi representado pelo presidente estadual do PSB, o deputado Sileno Guedes.
Alguns consideraram que a ausência poderia ter sido uma estratégia da equipe de Lula para tentar atrair eleitores que votaram na governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno. A estratégia do PT nacional buscava a neutralidade da chefe do Executivo estadual para abrir diálogo, mas a governadora confirmou que não subirá no palanque de nenhum dos presidenciáveis.
Com a saída da sogra da UTI, João Campos deve integrar formalmente a coordenação da campanha de Lula nos próximos dias, a convite do presidente nacional do PSB, Edinho Silva.
No primeiro turno, a chapa encabeçada pelo socialista ao Palácio do Campo das Princesas somou mais de 2,3 milhões de votos (44,82%), terminando atrás de Raquel Lyra, reeleita com 53,27% dos votos válidos.



