
As eleições de 2026 deixaram um dado expressivo sobre a força dos governadores no exercício do mandato. Todos os oito governadores eleitos diretamente em 2022 que chegaram às urnas deste ano buscando a reeleição conseguiram renovar seus mandatos. Mais do que isso: todos venceram já no primeiro turno.
Foram reeleitos Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Jorginho Mello, em Santa Catarina; Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; Raquel Lyra, em Pernambuco; Rafael Fonteles, no Piauí; e Fábio Mitidieri, em Sergipe.
O levantamento precisa fazer uma distinção importante. Outros governadores que disputaram a eleição ocupando o cargo em 2026 não haviam sido eleitos titulares quatro anos antes. Daniel Vilela, em Goiás, Otaviano Pivetta, em Mato Grosso, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, foram eleitos vice-governadores em 2022 e assumiram os respectivos governos posteriormente. Por isso, não entram no recorte dos governadores originalmente eleitos em 2022 que buscaram um segundo mandato consecutivo.
Considerando exclusivamente esse grupo, o aproveitamento foi de 100%: oito candidatos e oito reeleições. O resultado também chama atenção porque nenhuma dessas disputas precisou ser levada para o segundo turno.
Em Pernambuco, Raquel Lyra integrou esse grupo ao conquistar a reeleição no primeiro turno. O mesmo fenômeno ocorreu em estados de diferentes regiões e com governadores pertencentes a campos políticos distintos, como Tarcísio de Freitas em São Paulo, Jerônimo Rodrigues na Bahia e Elmano de Freitas no Ceará.
O desempenho conjunto reforça um dos aspectos mais marcantes das eleições estaduais de 2026: a elevada capacidade de sobrevivência eleitoral dos governadores que chegaram ao fim do primeiro mandato e decidiram buscar mais quatro anos no cargo.
Embora cada estado tenha apresentado circunstâncias políticas próprias, o resultado nacional oferece um dado objetivo: entre os governadores escolhidos pelas urnas em 2022 que disputaram a reeleição quatro anos depois, nenhum foi derrotado. Em 2026, pelo menos nesse grupo, estar no comando do governo estadual coincidiu com uma taxa perfeita de reeleição.



