PL lidera nova Câmara com 121 deputados; cinco grupos ficam abaixo da cláusula de desempenho

As eleições de 2026 redesenharam a composição da Câmara dos Deputados e ampliaram a concentração de cadeiras nas maiores forças partidárias. O PL elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Casa a partir de fevereiro de 2027. O número representa 23,6% das 513 cadeiras.

A segunda maior força será a federação PT-PCdoB-PV, com 88 deputados, dos quais 70 pertencem ao PT. Logo depois aparece a federação formada por União Brasil e PP, com 87 cadeiras.

Na sequência estão o PSD, com 43 deputados; Republicanos, com 41; MDB, com 36; e Podemos, com 27. O PSB e a federação PSOL/Rede elegeram 15 deputados cada. PSDB/Cidadania terá 11; Novo, 10; PRD/Solidariedade, 7; PDT, 6; Avante, 5; e Missão, 1.

O resultado das urnas também produziu consequências para partidos que não conseguiram cumprir a cláusula de desempenho. Cinco partidos ou federações com representantes eleitos ficaram abaixo das exigências: PSOL/Rede, PRD/Solidariedade, PDT, Avante e Missão. Juntos, esses grupos elegeram 34 deputados federais.

Em 2026, a regra exige pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma delas. Existe ainda uma alternativa: eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos por nove estados.

A situação mais apertada ocorreu com PSOL/Rede. Apesar de a federação ter obtido votação nacional superior ao percentual exigido, não alcançou o desempenho mínimo estadual em nove unidades da Federação.

Não atingir a cláusula não provoca a extinção dos partidos nem interfere na posse dos parlamentares eleitos. A principal consequência é a perda do acesso a recursos do Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão, além de criar incentivos para fusões, incorporações e mudanças partidárias.

A nova Câmara, portanto, começará 2027 com uma forte concentração de cadeiras nas maiores forças políticas, enquanto legendas menores enfrentarão um cenário de maior pressão para reorganizar suas estruturas e garantir sobrevivência política e institucional.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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