
A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado entra na reta final com um cenário ainda bastante aberto. Um dos nomes que busca avançar nos últimos dias de campanha é Eduardo da Fonte (PP), que aparece próximo dos adversários que disputam as primeiras posições e conta com o alinhamento à chapa da governadora Raquel Lyra como um dos elementos de sua estratégia eleitoral.
O dado que reforça a indefinição é o elevado percentual de eleitores que ainda não aponta um candidato. São 24% de indecisos e 23% que declaram voto branco ou nulo. Somados, representam 47% — quase metade do eleitorado ainda sem indicar uma candidatura ao Senado nesse cenário.
Esse contingente ganha ainda mais importância porque Pernambuco escolherá dois senadores. Cada eleitor terá direito a dois votos, ampliando a disputa não apenas pela primeira escolha, mas também pelo chamado segundo voto.
Eduardo da Fonte aparece com 9% na pesquisa DataTrends, enquanto Mendonça Filho registra 10% e Humberto Costa, 13%. Considerando a margem de erro do levantamento, Humberto, Mendonça e Eduardo estão tecnicamente empatados. A diferença numérica entre Eduardo e Mendonça é de apenas um ponto, enquanto quatro pontos o separam de Humberto.
Na reta final, outro componente a ser observado é a associação de Eduardo da Fonte com a candidatura da governadora Raquel Lyra. Por integrar uma das chapas competitivas na eleição para o Governo de Pernambuco, Eduardo busca transformar o desempenho da chapa majoritária em votos para sua candidatura ao Senado.
A presença da governadora ao seu lado pode contribuir para ampliar sua exposição e facilitar a transferência de parte dos eleitores da chapa para Eduardo, sobretudo entre aqueles que ainda não definiram os dois votos para senador. A dimensão efetiva desse efeito, entretanto, só poderá ser aferida pelas próximas pesquisas e, posteriormente, pelas urnas.
Com 47% entre indecisos, brancos e nulos, a fotografia atual indica que existe um espaço expressivo para movimentação. Diante das pequenas diferenças entre os candidatos que vêm atrás da liderança, a definição do segundo voto e a capacidade das chapas majoritárias de mobilizar seus eleitores tornam-se elementos relevantes na reta final.
Para Eduardo da Fonte, portanto, os últimos dias concentram a oportunidade de buscar crescimento justamente em uma disputa na qual poucos pontos percentuais podem alterar a ordem das colocações.



