
A crise no Supremo Tribunal Feseral (STF) entrou no centro da disputa presidencial e levou as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro(PL-SP) a reavaliar suas estratégias. Enquanto parte da campanha à reeleição de Lula defende que o presidente mantenha distância de Alexandre de Moraes, a campanha de Flávio à Presidência pretende ampliar os ataques ao ministro no discurso e na propaganda.
No entorno de Flávio, a avaliação é que o prolongamento da crise pode favorecer eleitoralmente o candidato. Ao mesmo tempo, há preocupação de que o avanço das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” acabe atingindo pessoas próximas a ele. A tensão na campanha aumentou com a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal (PF), um dia depois de seu afastamento por André Mendonça.
Do lado de Lula, parte da campanha defende que o presidente marque distância de Moraes, embora aliados avaliem que o cargo de presidente limite críticas diretas ao ministro. O governo já precisou entrar institucionalmente na disputa, com um recurso da AGU contra o afastamento da cúpula da PF. Apesar das limitações apontadas por aliados, Lula subiu o tom na quarta-feira (9) e defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master.



