
Cidade conta atualmente com cerca de 206 quilômetros de malha cicloviária, sendo aproximadamente 195 quilômetros conectados, além de novos projetos em andamento para ampliar a integração entre diferentes regiões. Novo sistema de bikes compartilhadas prevê 1.200 bicicletas, sendo 240 elétricas, distribuídas em 120 estações
No Dia Nacional do Ciclista, celebrado nesta quarta-feira (19), a Prefeitura do Recife reforça as ações voltadas à promoção da mobilidade por bicicleta e à construção de um trânsito mais seguro e integrado. Nos últimos anos, a cidade ampliou sua infraestrutura cicloviária, criou novas conexões e investiu em equipamentos que contribuem para tornar a bicicleta uma alternativa cada vez mais acessível para os deslocamentos diários.
Atualmente, o Recife conta com cerca de 206 quilômetros de malha cicloviária, dos quais cerca de 195 quilômetros são conectados, integrando as zonas Norte, Oeste, Centro e Sul da cidade. O número representa 83% da infraestrutura prevista para o Recife pelo Plano Diretor Cicloviário (PDC), elaborado para orientar a expansão da mobilidade por bicicleta em 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, com horizonte de planejamento entre 2014 e 2024.
Entre as conexões implantadas nos últimos anos estão a Ciclofaixa da Torre, que liga a Zona Oeste à Zona Norte e ao Centro, e a estrutura da Rua do Futuro, que reduziu em cerca de três quilômetros o deslocamento de ciclistas entre a Zona Norte e o Marco Zero. Outro destaque é a ciclovia da Avenida Agamenon Magalhães, que ampliou a integração cicloviária entre a região central e a Zona Sul.
Além da ampliação da malha, a Prefeitura também vem investindo na infraestrutura de apoio aos ciclistas. Desde 2021, foram implantadas mais de 5 mil vagas públicas em paraciclos distribuídas em parques, praças e escolas. A cidade também conta com cerca de 65 áreas de trânsito calmo, onde o limite de velocidade é de 30 km/h, acompanhadas de intervenções como ampliação de passeios e implantação de ilhas de refúgio.
NOVAS CONEXÕES – A infraestrutura cicloviária do Recife também segue em expansão. A Autarquia de Urbanização do Recife (URB) está construindo uma ciclovia de 4,8 quilômetros na região da Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira. O equipamento irá das proximidades da divisa com Jaboatão dos Guararapes até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, de onde se ligará com a Ponte Júlia Santiago, garantindo conexão com o bairro de Areias. A nova ciclovia contará com R$ 12 milhões de investimento, incluindo R$ 5 milhões custeados pela empresa Aena Brasil como medida mitigadora das obras de reforma e ampliação do Aeroporto.
Outra ciclovia está sendo implantada nas obras de construção da ponte Cordeiro-Casa Forte e de requalificação do complexo viário da III Perimetral. Com 380 metros de extensão e cerca de 11 metros de altura, a ponte e o sistema viário ligarão a Avenida Caxangá à Avenida 17 de Agosto e receberão investimentos totais de R$ 218 milhões.
Além disso, a URB implantará uma ciclovia no Parque Linear do Rio Pina, localizado na Zona Sul do Recife, dentro do projeto que está realizando uma transformação histórica em uma área antes ocupada por palafitas e habitações precárias.
As ações fazem parte de uma estratégia de qualificação da mobilidade urbana, com foco na convivência entre diferentes formas de deslocamento e na ampliação das condições de segurança para quem utiliza a bicicleta, seja para deslocamento, lazer ou trabalho, como entregadores por aplicativo.
NOVIDADES – A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SEDUL), está implantando um novo sistema de bicicletas compartilhadas chamado Bike Recife que prevê 1.200 bicicletas, sendo 240 elétricas com pedal assistido, e 120 estações distribuídas pela cidade. A estrutura será integrada à malha cicloviária do Recife, que conta com mais de 200 km , e todas as bicicletas terão monitoramento por GPS. A implantação está na fase final de ajustes, com a definição dos locais das estações e a conclusão dos procedimentos previstos em contrato. O novo sistema terá investimento estimado de até R$ 101,9 milhões e será operado pela Tembici, empresa que já atua no atual sistema de bicicletas compartilhadas, pelo período de dez anos, após vencer a licitação pública realizada no fim de 2025.


