
João Campos amplia Frente Popular com PRD e Solidariedade
A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (28), com a adesão da federação Renovação Solidária, formada pelo Solidariedade e pelo PRD, ao projeto de João Campos (PSB). O movimento representa mais do que a simples formalização de um apoio político. Na prática, consolida a estratégia do socialista de ampliar sua frente de alianças às vésperas da campanha eleitoral e reforça a percepção de que sua candidatura chega à convenção do próximo sábado (1º) cercada por um amplo arco de sustentação partidária.
A articulação foi fechada em reunião entre João Campos e o presidente estadual do Solidariedade, Edinazio Silva, contando também com o aval do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, que assumiu recentemente a presidência estadual do PRD. A entrada da federação marca o retorno das duas legendas à Frente Popular de Pernambuco, grupo político que durante décadas comandou a política estadual e que agora busca se reorganizar em torno da candidatura do ex-prefeito do Recife. Além do simbolismo político, a movimentação tem reflexos práticos na campanha: Raquel Lyra perde tempo no rádio e na televisão, enquanto João fortalece sua estrutura partidária para enfrentar a disputa eleitoral.
O gesto também evidencia que a montagem das chapas continua em plena ebulição. Embora as convenções ainda estejam por acontecer, os principais grupos políticos aceleram as negociações para garantir maior capilaridade nos municípios e ampliar suas bases de apoio. Solidariedade e PRD possuem lideranças espalhadas pelo estado e administram prefeituras importantes, o que pode contribuir para fortalecer o discurso de interiorização da campanha socialista. Mais do que números, o ingresso das legendas amplia a presença de João Campos em regiões estratégicas e reforça o argumento de que sua candidatura consegue atrair forças políticas de diferentes perfis em torno de um projeto comum para Pernambuco.
Ao comentar a aliança, João Campos destacou o significado político da decisão. Segundo ele, receber a federação Renovação Solidária representa um gesto de coragem em um momento de forte polarização política. O socialista afirmou que a adesão demonstra disposição para construir “um tempo novo e melhor para Pernambuco” e agradeceu publicamente a Edinazio Silva, Josafá Almeida e às lideranças dos dois partidos pela confiança no projeto. O episódio mostra que, às portas do início oficial da campanha, a disputa não se resume às agendas dos candidatos, mas também à capacidade de ampliar alianças e reorganizar forças políticas. Nesse aspecto, João Campos larga a semana com um ganho expressivo em um momento decisivo da formação dos palanques.
Quaest – A pesquisa Genial Quaest trouxe a governadora Raquel Lyra com 43% das intenções de voto, seguida de João Campos com 37%, Ivan Moraes, Renan Hallais e Camila Falcão pontuaram com 1%, cada. Na espontânea, Raquel tem 25%, João Campos 18%. A governadora também tem 68% de aprovação no levantamento.
Senado – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra a pré-candidata Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco em todos os cenários testados. O senador Humberto Costa (PT) aparece na segunda colocação nas quatro simulações realizadas pelo instituto.
Na frente – No primeiro cenário, Marília tem 19% das intenções de voto, seguida por Humberto, com 12%. Nas demais simulações, a pedetista oscila entre 20% e 21%, enquanto o petista varia de 13% a 14%. Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP), Miguel Coelho (UB), Túlio Gadêlha (PSD), Silvio Nascimento (PL), Carlos Santana e Paulo Rubem Santiago também foram testados.
Lara Santana – Candidata a deputada estadual pelo PV, Lara Santana tem demonstrado grande desenvoltura nas redes sociais. Filha do prefeito de Ipojuca, Carlos Santana e da deputada estadual Simone Santana, Lara deverá ser uma das mais votadas da federação Brasil da Esperança composta por PV, PT e PCdoB.
Inocente quer saber – Teremos mais alguma mudança de lado até o próximo dia 5, quando encerram as convenções partidárias?



