Coluna deste sábado

Foto: Marlon Diego

Reencontro e construções para 24 e 26 

Nas eleições de 2006, que iniciaram o momento político que ainda vivenciamos nos dias de hoje, o então prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho, teve um papel determinante na construção do projeto de Eduardo Campos. Seu apoio deu as condições operacionais para que a campanha do PSB pudesse ser exitosa. Com a vitória de Eduardo, Fernando renunciou a prefeitura para ser secretário de Desenvolvimento Econômico.

Ao longo dos oito anos de governo de Eduardo, Fernando nutriu o sonho de ser o seu sucessor, fato que não se concretizou, mas teve como prêmio alternativo uma candidatura ao Senado. Com o episódio da morte de Eduardo, a chapa completa da Frente Popular foi vitoriosa, mas apesar da vitória Paulo Câmara e Fernando Bezerra não falaram a mesma língua, e o rompimento aconteceu em 2017.

Desde então Fernando perseguiu uma candidatura a governador, que não se concretizou em 2018, mas conseguiu passar o bastão para Miguel Coelho, quando o grupo enfim teve a chance de disputar o Palácio do Campo das Princesas. Apesar de um bom desempenho, Miguel acabou ficando na quinta colocação e consequentemente fora do segundo turno. Mesmo apoiando a governadora Raquel Lyra, ficou de fora do seu governo, e em nove meses o grupo fez o caminho de volta ao seio da Frente Popular apoiando a gestão de João Campos e indicando o deputado estadual Antônio Coelho como secretário de Turismo.

O clã Coelho estava todo presente no evento, que também contou com a presença do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Nos bastidores, a avaliação era de que estava montada a chapa majoritária de 2026, tendo João Campos possível candidato a governador com Silvio Costa Filho e Miguel Coelho os nomes para o Senado. A presença do PT no evento serviu para delimitar que o partido tem as condições de reivindicar uma vaga na majoritária, tendo o próprio senador Humberto Costa como nome prioritário. O fato é que João Campos ao reaproximar-se dos Coelho reforçou o União Brasil em sua coligação para 2024 e ganhou um apoio de peso para uma eventual postulação ao Palácio do Campo das Princesas em 2026.

Verticalização – Ao indicar Antônio Coelho do União Brasil para a secretaria de Turismo, o prefeito João Campos utilizou uma estratégia adotada pelo seu pai, Eduardo Campos, quando governador, que colocava integrantes do mesmo partido que comandava a pasta no governo federal para facilitar as ações. O turismo é comandado por Celso Sabino, também do União Brasil, e a relação partidária que o secretário e o ministro possuem poderá representar ainda mais avanços para a pasta no Recife.

Humberto Costa – Durante o encontro do PT com a presença de Gleisi Hoffmann, o senador Humberto Costa teve seu nome lançado para disputar o governo de Pernambuco em 2026 pelo presidente estadual do partido, o deputado Doriel Barros. Humberto queria ser candidato em 2022, mas acabou abrindo mão do projeto para viabilizar a aliança com o PSB.

Posse – A posse do futuro deputado estadual Edson Vieira (União Brasil) está marcada para a próxima segunda-feira a partir das 13:30 horas. Edson voltará à Alepe após dez anos, quando deixou a Casa para assumir a prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe.

Inocente quer saber – Mozart Sales será o nome indicado pelo PT para ficar na vice de João Campos?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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