Eleições antecipadas na Espanha surpreendem com resultado apertado e desafios para formação de governo

Foto: Getty Images/BBC Brasil

No último domingo (23/7), a Espanha foi às urnas para as eleições antecipadas, que foram marcadas por um calor extremo e renderam resultados mais apertados do que as pesquisas previam. Com a apuração de mais de 95% dos votos, o conservador Partido Popular (PP), liderado por Alberto Núñez Feijóo, obteve vantagem sobre o Partido Socialista (PSOE), do atual primeiro-ministro Pedro Sánchez. O PP alcançou 136 cadeiras, enquanto o PSOE conquistou 122. Em terceiro lugar, o partido de extrema direita Vox obteve 33 assentos, e a coalizão de esquerda Sumar ficou em quarto lugar com 31 assentos.

O Congresso dos Deputados possui 350 assentos, e para obter a maioria, são necessários 176. Com os resultados atuais, nenhum dos grandes partidos consegue governar sozinho. A partir desta segunda-feira, começarão as negociações para os pactos de posse, e é possível que Pedro Sánchez possa continuar como presidente com o apoio do Sumar e de forças menores que são independentes.

Apesar da vitória, Feijóo enfrenta dificuldades para se tornar presidente, já que a maioria absoluta não foi alcançada e a formação de uma coalizão com o partido Vox não é suficiente para governar. Os socialistas terão a oportunidade de formar outro governo, pois têm mais opções para criar alianças com outros partidos.

Essas eleições foram marcadas por um dia incomum, com a participação dos cidadãos superando os 70%, mesmo em meio ao calor escaldante do verão. Muitos votaram antecipadamente para evitar as altas temperaturas, e o voto pelo correio também foi uma opção muito utilizada. A Espanha nunca havia realizado eleições no auge do verão, e os eleitores enfrentaram desafios para votar em meio às altas temperaturas, com ventiladores elétricos sendo ligados nos locais de votação para amenizar o calor.

A formação de um novo governo na Espanha está cercada de incertezas, e as negociações serão cruciais para determinar o futuro político do país. Caso não haja acordos, é possível que novas eleições sejam convocadas nos próximos meses.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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